Reboot – Amy Tintera (Resenha) **************** Nota de esclarecimento sobre essa leitura: MORRI!!!

 

“HÁ 5 ANOS. EU MORRI.

178 MINUTOS DEPOIS. ACORDEI.”

Clique aqui para ler agora a sinopse de Reboot

REBOOT - RESENHA IReceita

♦Crie uma distopia forte e dramática. Reserve;

♦Tempere bem com uma boa dose de ação;

♦Adicione uma protagonista corajosa e determinada;

♦Capriche na originalidade. Nada de pegar carona nas receitas que já deram certo antes.

♦Misture tudo e voilà. Você tem um livro de sucesso!


Eu não sei se a linda da Amy Tintera tem um caderno de receitas para escrever uma trama tão envolvente, mas se ela tiver, deve ter seguido impecavelmente cada um desses passos para conseguir um resultado tão perfeito!

Reboot narra um futuro distópico assolado por um vírus implacável capaz de matar de forma horrenda e dolorosa suas vítimas e o pior, fazê-las retornar da morte!

Não são todos que tem a sorte – ou o azar – de retornar e o tempo que levam para voltar à vida varia. Uma coisa é fato: quanto mais tempo se leva para ressuscitar, menos traços de humanidade restam nos Reboots, como ficam conhecidos.

Com força e rapidez sobre-humanas os Reboots são praticamente invencíveis. Desprovidos de emoções e sentimentos eles se recuperam rapidamente de qualquer tipo de ferimento que não seja na cabeça (como qualquer história de zumbis, a cabeça é seu ponto fraco. Quer matar um zumbi? Mire bem na cabeça, fica a dica 😉 ).

Por esses e outros motivos, uma vez depois de “reiniciadas”, essas pessoas não tem mais um lugar na sociedade. Suas famílias já não as enxergam mais como o ente querido que se foi. Agora são uma aberração, um morto-vivo. Não são mais bem vindas em suas antigas casas, trabalhos ou escolas. São reconhecidas como páreas que vivem à margem da sociedade e mais do que por seus nomes, passam a ser chamados pelo número de minutos que permaneceram mortos denominando assim seu grau de periculosidade.

“Depender de um humano fazia meu estômago se contrair. Não havia motivos para ele me ajudar e não havia motivos para eu confiar nele.”p.171

Para contornar essa situação existe a Corporação de Repovoamento e Avanço Humano (CRAH), um órgão que recolhe esses seres marginalizados dando a eles abrigo e alimentação em troca de seus serviços que são de alguma forma parecidos com os de soldados do Exército. Após passarem por treinos intensivos, participam de missões a fim de capturar bandidos e coisas do tipo.

É nas dependências dessa organização que vive Wren, uma adolescente de 17 anos, baleada e morta aos 12.

Se o tempo de morte interfere diretamente nos vestígios de humanidade do Reboot, Wren é a mais temida e poderosa de todos eles, afinal ela foi a que mais demorou a voltar. Passou 178 minutos morta o que faz dela a mais fria, insensível e resistente de todos. Ela é a famosa 178.

“Não. Não havia mais nada de humano em mim.”p.8

REBOOT - RESENHA IIIContrariando seu próprio costume, a garota que por ser a instrutora mais poderosa da corporação sempre tem o direito de escolher quem ela quer treinar entre os novos recrutas, decide dar uma chance para o Reboot com menos chances de sucesso: Callum, um mero 22. O número mais baixo da história da instituição. O mais humano de todos.

A proximidade com o garoto cheio de questionamentos abala as estruturas de Wren que passa a se perguntar até que ponto tudo aquilo que lhe foi falado é verdade, em que grau ela deve continuar confiando cegamente em tudo no qual sempre acreditou.

“…ele não fora feito para seguir ordens. Tinha perguntas demais. Opiniões demais.”p171

Com um enredo repleto de aventuras, essa narrativa se desenvolve muito rapidamente e termina antes que a gente perceba. A leitura ágil e fluida conseguiu prender minha atenção de modo que em momento algum me senti cansada ou desmotivada ao longo de suas quase 350 páginas e já posso imaginar como vai ficar incrível o filme (Os direitos cinematográficos já foram comprados pela Fox)

A única coisa da qual senti falta no desenvolvimento dessa história foi uma maior profundidade política, geralmente tão presente nas distopias. Acredito que os interesses obscuros da Corporação, por exemplo, poderiam ser bem melhor explorados. Infelizmente nesse aspecto a trama ficou um pouco rasa.

Por outro lado, a personalidade de Wren é admirável (para dizer o mínimo). A garota corajosa e destemida que não passa o livro inteiro encolhida num canto esperando pelo cara que precisa salvá-la já ganha muitos pontos comigo. Aqui a protagonista marca presença e na verdade, no geral é ela quem precisa salvar o dia.

Outra coisa que me agradou muitíssimo em Reboot foi a forma como o plot do livro saiu do óbvio. É uma distopia? Sim! Se parece com Jogos Vorazes, Divergente ou Maze Runner???? Definitivamente NÃO!

Posso dizer que se você gostou de A 5ª Onda ou curte The Walking Dead, tem grandes chances de gostar dessa leitura tanto quanto eu, mas não que Reboot imite um ou outro. Na trama de Amy Tintera, por exemplo, vemos tudo pela perspectiva dos “zumbis” e isso faz toda a diferença. Quando digo que os fãs dessas séries devem gostar de Reboot, está mais para as sensações que você vai ter ao longo dos capítulos te fazerem lembrar mais ou menos o que já sentiu antes e cara, sem dúvidas só essas sensações já valeriam a leitura!

Essa foi a minha opinião!

Qual é a tua?





 

REBOOT - RESENHA IITítulo: Reboot

Título Original: Reboot

Autor: Amy Tintera

Editora: Galera Record

Páginas: 350

Ano de Publicação: 2015

Gênero: Distopia/YA – Jovem Adulto/Aventura

Avaliação:4 ESTRELAS

*Reboot é a primeira parte de uma duologia que tem como sequência Rebel, ainda sem data prevista de lançamento no Brasil.

 

*O fato de Reboot ser uma distopia foi meio caminho andado para ele cair nas nossas graças, afinal, nós aqui AMAMOS distopias. E para você entender o motivo do nosso amor, temos um post especial e imperdível explicando tin-tim por tin-tim. Para ler, clique aqui: Falando sobre meus gêneros favoritos e como eles são APAIXONANTES!!! Os Cinco Porquês – Distopias

 

Para você, sempre…

Boas Leituras!

♥♥♥ xoxo S2 S2 S2 ♥♥♥

Keity Barros

Anúncios

3 comentários sobre “Reboot – Amy Tintera (Resenha) **************** Nota de esclarecimento sobre essa leitura: MORRI!!!

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s