Os Três – Sarah Lotz (Resenha)

Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas… Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele… Essa mensagem irá mudar completamente o mundo.

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E é com essa sinopse pequena e intrigante que continua me fazendo arrepiar dos pés a cabeça, mesmo já tendo lido esse livro há uns três meses, que somos apresentados a uma catástrofe nível master: quatro aviões aparentemente perfeitos caem, cada qual em um continente e  praticamente simultaneamente.
Contrariando TODA lógica e qualquer expectativa, em três dos quatro aviões caídos há um sobrevivente. Uma criança. A queda dos aviões deixou toda a região ao redor devastada e não foi localizado ao menos um corpo inteiro em meio aos destroços, como então uma criança escaparia de tal destruição praticamente INTACTA? Apenas com leves escoriações?
Mas o mistério não acaba por aí, após passarem por um tempo de recuperação, cada criança sobrevivente retorna para sua casa e sua família (ou o que sobrou dela), e é aí que as coisas vão ficando gradativamente bizarras.

“Ele parecia olhar direto através de mim. Depois… escute Elspeth, isso vai parecer muito sinistro, mas eles começaram a marejar, como se ele fosse cair no choro, só que… meu Deus… isso é difícil… eles não estavam se enchendo de lágrimas e, sim, de sangue… Voltei a encarar Bobby, mas seus olhos estavam límpidos, de um azul vívido, sem nenhum traço de sangue. Nem uma gota. “P.41

Aos poucos vamos entrando nos lares e vendo a convivência em família e a palpável transformação pela qual as crianças passaram. Agindo de modo estranho e falando coisas absurdas alguns familiares acabam ficando assustados com o comportamento e se perguntam o que de fato aconteceu no dia da queda.
A narrativa é como se fosse um livro dentro de um livro. É a obra de Elspeth Martins, uma jornalista que resolve escrever um livro sobre a tragédia, investigando e entrevistando os amigos e familiares próximos às vitimas.
Em cada capítulo é narrada a história de um deles, cada qual em seu continente.
Uma frieza e indiferença ronda aqueles que sobreviveram, incapazes de demonstrarem dor ou saudade dos entes que perderam, parecem não serem mais os mesmos.
Nesse livro, Sarah Lotz abusou do direito de fazer mistério e guardar segredos. Do inicio ao fim o livro é uma grande incógnita, dando algumas pistas apenas da metade para o final.
Durante a leitura consideramos todas as opções, trata-se de uma invasão alienígena? Espíritos que possuíram as crianças? O apocalipse, talvez?

“Alienígenas, cavaleiros ou demônios… Nossa!. “P.314

Tudo o que sabemos é que a vida dos três sobreviventes juntamente com seus responsáveis vira de cabeça para baixo. Não bastando o suspense que emana das crianças, ainda são obrigados a conviverem com centenas de jornalistas, fanáticos religiosos, adeptos da teoria da conspiração e curiosos por toda parte.
Por se tratar de entrevistas feitas pela escritora, sabemos que a narração é após certo tempo dos fatos e em dado momento da narração percebemos que algo realmente muito ruim e trágico aconteceu nos meses que sucederam os desastres aéreos.

“Mas ninguém poderia ter previsto a cadeia macabra de acontecimentos que viria em seguida ou a rapidez com que iriam se desdobrar.” P.15

Bom, essa leitura me levou para outro mundo. Por diversas vezes me assustei, fiquei tensa, me arrepiei dos pés a cabeça e a medida que fui chegando perto da verdade fiquei realmente chocada com o desfecho da história.

“Olhando para trás agora, com o benefício de já saber do acontecido, não posso deixar de sentir que deveria ter visto o que viria a seguir.” P.338

Sara Lotz não possui apenas uma capa e lombada maravilhosa , um título que aguça nossa curiosidade e a sinopse mais intrigante que eu já li. Tudo é devidamente honrado com um enredo de tirar o chapéu e uma escrita fluida que quando menos esperamos o livro já acabou e nosso queixo está  N.O – C.H.Ã.O.

Essa história possui um punhado de personagens, mas tudo é apresentado de forma clara, motivo pelo qual eu não cheguei a me confundir com os nomes e personalidades de cada um deles, e olha que eu sou ótima em me perder com os nomes de personagens rsrs.

Como disse em um dos parágrafos, existe uma névoa de suspense e mistério durante cada palavra, e por isso eu não pude explanar muito os acontecimentos para não estragar a maravilhosa experiência que essa obra pode proporcionar a vocês.

Espero honestamente ter conseguido transmitir um pouco do que eu senti ao ler, e ainda sinto ao falar desse livro. Acho que experimentei uma sensação completamente nova em Os Três e meu desejo é que todos vocês compartilhem esse sentimento comigo!!!

Kiss Kiss

=*

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Título: Os Três

Título Original: The Three

Autora: Sarah Lotz

Editora: Arqueiro

Páginas: 400

Ano de Publicação: 2014

Gênero: Ficção / Terror / Suspense

Avaliação: 1 ESTRELA1 ESTRELA1 ESTRELA1 ESTRELA1 ESTRELA

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