SERIAL KILLERS MADE IN BRAZIL – ILANA CASOY (RESENHA)

“Parece hollywoodiano? Não, nós também temos serial killers. Afinal, a mente humana não obedece fronteiras geográficas. P.27”

Inicialmente quero dizer que ter esse box é a realização de um sonho! Sempre fui apaixonada por ele desde a primeira vez que o vi. Histórias reais de seriais killers reais é um assunto que me chamou muito a atenção, talvez seja a minha veia de estudante de Direito se manifestando.

“Pensem, ainda que por segundos, que eles são pessoas como nós. P.15”.

O box possui dois volumes: Made In Brasil e Louco ou Cruel. Comecei lendo o Made In Brasil por pura curiosidade em conhecer os casos nacionais, pois quando falamos em psicopatas e assassinos em série pensamos logo no Assassino do Zodíaco, Teddy Bundy, Charles Mason, caras que como esses entraram para o “hall da fama dos psicopatas” e são avaliados e estudados até hoje, porém todos atuaram no exterior, e a grande maioria nos EUA, diga-se de passagem.

É bastante difícil assumir publicamente no Brasil que existem assassinatos que seguem o mesmo padrão e são cometidos pela mesma pessoa, ou seja, assassinatos em série. Nosso país ainda é muito relutante em aceitar e divulgar isso, não que não tenhamos assassinos em série, ele apenas não são considerados assim, é como se cada crime fosse independente. O que, em minha opinião, os torna ainda mais perigosos e confiantes.

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“O que há em comum entre eles? Infância negligenciada, vítimas de violência sexual, física e psicológica precoces, inabilidade escolar, sem norte, sem “casa” e sem um agente disciplinador. P21″.

Made In Brasil traz relatos de sete assassinos que cometeram dois ou mais assassinatos brutais e ganharam notoriedade midiática.

O livro relata algumas entrevistas que a maravilhosa Illana Casoy fez com alguns dos mais conhecidos assassinos no Brasil, além de fotos que compõem os processos e laudos periciais, e uma riqueza de informações não só sobre a personalidade dos autores e suas vítimas, como conhecimento sobre o que é psicopatia e o que os psicopatas têm em comum.

Em cada parte do livro, cada qual esclarecendo os crimes de determinado assassino, nos é apresentada a infância deles, como foi sua vida, as dificuldades pelas quais passaram e por fim o primeiro e os seguintes crimes. Tudo é contado de forma cronológica e, por mais que o nome de algumas vítimas tenha sido trocado, vemos exatamente aonde ocorreu, o nome das ruas, o bairro, pontos de referência, o que para mim foi um tanto surpreendente, pois vários se passaram em São Paulo, onde moro, e as ruas citadas são ruas que eu passo diariamente a caminho do trabalho e jamais teria imaginado.

“- Aí eu vou te perguntar: se você não tivesse sido preso naquela época, no nível de degradação que você estava, quantas você teria matado?. P145”

Definitivamente as histórias que mais me marcaram foi a do famoso Francisco Costa Rocha, popularmente conhecido como Chico Picadinho (se você não o conhece, já pode ter uma ideia do motivo do apelido) e de Marcelo Costa de Andrade, apelidado de O Vampiro de Niterói. A riqueza de informações, não só sobre os crimes, mas as auto avaliações que os próprios autores dos crimes fizeram de suas condições psicológicas, os motivos que os levaram a chegar até ali e os detalhes concedidos nas entrevistas foram o ponto alto do livro.

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” – O que eu posso dizer é o seguinte: tem a ver, lógico, com sexo. Agora, eu queria matar a vítima? Não. Não sei, talvez quisesse, com certeza queria. P.127″.

Algo que me chamou bastante a atenção foi o fato de que a grande maioria dos casos relatados aconteceu há anos e anos atrás, muitos deles antes mesmo de eu nascer. O que mais uma vez me levou a questionar os motivos de não haverem casos mais recentes. Como já disse anteriormente, não acredito que eles não existam, só não sei se não aceitamos o fato de coisas desse tipo acontecerem em nosso maravilhoso país tropical ou se não somos bons o bastante para percebê-los e impedi-los.

Os relatos são tão profundos que em dado momento a própria autora aconselha os mais sensíveis a não lerem certas partes e fala que ela e sua equipe passaram por um bom tempo de acompanhamento psicológico ao término dos trabalhos.

“Fazia a contabilidade de seus crimes num caderninho. Se um dia fosse preso, não queria levar a culpa por nenhum assassinato que não tivesse cometido. P.67”

De forma geral, é um livro fantástico para quem se interessa pelo assunto, seja por curiosidade pessoal ou para fins de estudos, e para quem tem um estômago forte.

Deixo aqui a minha indicação pessoal para você que ainda não leu!
Se você já leu comente comigo qual foi sua opinião.

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Título: Serial Killers – Made In Brasil

Título Original: Made In Brasil

Autor: Ilana Casoy

Editora: DarkSide

Páginas: 360

Ano de Publicação: 2014

Gênero: Investigação Policial / Reportagem Investigativa / Jornalismo

Avaliação: 1 ESTRELA1 ESTRELA1 ESTRELA1 ESTRELA1 ESTRELA

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4 comentários sobre “SERIAL KILLERS MADE IN BRAZIL – ILANA CASOY (RESENHA)

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