A MANSÃO HOLLOW – AGATHA CHRISTIE (RESENHA)

“Uma cena de crime, arranjada e encenada para enganar Hercule Poirot – e que realmente o enganara! Não, não era satisfatório. P.175”

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Em A Mansão Hollow temos mais um caso do nosso detetive atarracado e mais que querido: Hercule Poirot!

Aqui, como não poderia ser diferente dos outros livros da Agatha Christie, o crime acontece em uma mansão quando vários convidados estão presentes para um amistoso encontro de final de semana.

Desde o dia anterior à chegada dos convidados, Lady Angkatell, a anfitriã, já sente a possibilidade de algo dar errado no final de semana que vem preparando com tanto esmero, mas para ela que é bastante excêntrica isso talvez não seja algo tão ruim assim.

E como o sexto sentido de uma mulher nunca falha, algo muito inusitado acontece: um assassinato a beira da piscina justamente no momento em que o convidado mais ilustre, sendo coincidentemente o detetive de maior prestígio Hercule Poirot, entra pela porta.

“Virou-se depressa, sendo homem de reações muito rápidas. Mas desta vez não fora rápido o bastante. Seus olhos se arregalaram de surpresa, mas não houve tempo para emitir um som. P.89.”

O mais estranho, porém, é que Hercule tem a impressão de que toda a situação foi montada para a sua chegada, que a intenção era justamente que ele a presenciasse, como se não passasse de um teatro.

E talvez realmente não passe.

Será assim tão fácil enganar e confundir Mr. Poirot?

“E de repente, com um tremendo choque, com aquela sensação difusa como a de um filme fora de foco, Hercule Poirot percebeu que aquela encenação artificial tinha um quê de realidade. P.94”.

Não é segredo pra ninguém que eu simplesmente amo a Agatha Christie e suas obras, principalmente as que têm o fofíssimo Poirot, porém aqui eu tenho duas considerações a fazer:

em um livro de 256 páginas o personagem principal (Hercule), aparece apenas na página 90, o que eu achei muito tardio.

As páginas anteriores exploram bastante a personalidade obsessiva e doente por controle da vítima, Dr. John Christow, e alguns sentimentos confusos de outros personagens.

“[…] quando a gente quer uma coisa com tanta intensidade é preciso consegui-la.  P.40”

E ainda assim, quando aparece, Hercule não passa de um figurante, alguém que presenciou um acontecimento incomum e agora não pode ir embora sem prestar esclarecimentos.

Neste livro ele não se envolve nas investigações, não faz as já esperadas entrevistas com as testemunhas, não encontra alguém de confiança para compartilhar suas descobertas, apenas está por ali, aparecendo vez ou outra entre as páginas.

De forma geral, talvez por consequência da ausência de Poirot, achei que o livro não engatou. Óbvio que todo o questionamento sobre quem de fato matou a vítima esteve presente até o final, tanto que em dado momento pensei ter adivinhado o assassino, mas mesmo assim foi algo não tão profundo quanto nos demais casos, como Assassinato no Expresso do Oriente ou O Misterioso Caso de Styles.

“A única conclusão que se podia tirar dela era que o caso não era tão simples e direto como imaginara até então. P.145”.

Já leu? Pretende ler?

Deixe sua opinião aqui nos comentários.

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⊕⊕⊕

Título: A Mansão Hollow

Título Original: The Hollow

Autor: Agatha Christie

Editora: Harpercollins

Páginas: 256

Ano de Publicação: 1946

Gênero: Aventura / Romance Policial / Mistério

Avaliação: 1 ESTRELA1 ESTRELA1 ESTRELA

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