Orgulho e Preconceito – Jane Austen (Resenha)

Um tapa na cara de pessoas que, como eu, detestam ler romances… Apresento-lhes Jane Austen e sua obra prima Orgulho e Preconceito!

Lembram do meu Projeto Literário 2017? Pois bem, tenho seguido firme e forte nessa meta e aos pouquinhos venho trazendo para vocês resenhas dos livros incríveis que tenho lido!

Minha inauguração no projeto foi com Orgulho e Preconceito, um Clássico Internacional. A razão de nunca ter lido Jane Austen até então é porque sou o tipo de pessoa que não tem muito estomago para romances. Nada contra quem gosta desse gênero literário, só não tenho muita paciência para as ladainhas e embromações comuns à esse estilo. Digamos que o excesso de açúcar faz mal para minha saúde.

Disposta à descobrir o que faz dessa autora uma das mais consagradas no meio literário no mundo todo, me preparei para uma dose extra de mimimi e resolvi conhecer sua obra prima.

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“A pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho está mais ligado à opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade ao que os outros pensam de nós.” p.26

Ambientado na Inglaterra do século XIX, o romance gira em torno da família Bennet, suas 5 moças com personalidades tão diferentes entre si quanto a água é do vinho, e pais igualmente opostos em seus perfis.

Com renda modesta e sem um sobrenome de peso na sociedade em uma época na qual em geral a perspectiva de futuro para uma moça estava ligada unicamente ao casamento, a ocupação em tempo integral da mãe das 5 garotas é conseguir um bom partido para suas filhas. O pai, por sua vez, prefere manter-se alheio às peripécias da esposa em busca de matrimônios vantajosos e passa os dias trancafiado em sua biblioteca pelo maior tempo possível, embora pareça até se divertir vendo esposa e filhas fazendo papeis ridículos para todos.

“Seu objetivo na vida era ver as suas filhas casadas; seu consolo, as visitas e as fofocas” p.11

Enquanto Kitty e Lydia, as caçulas da casa, seguem os passos da mãe: bastante fúteis e imaturas (quem sabe até não a superando), e Mary, a do meio, se parece bastante com o pai em sua sede pelo conhecimento, sua cultura e alienação ao caos da família em que vive, Jane e Lizzy, as mais velhas, são as mais diferentes do restante, o que as torna amigas mais íntimas e fieis.

À medida que a primogênita Jane, além de linda é doce, meiga, sonhadora e de um coração e de uma inocência do tamanho do mundo, Elizabeth muito “pé no chão” e dona de uma perspicácia invejável, percebe com clareza os interesses que norteiam as relações e sente-se indignada com a bajulação com que as pessoas tendem a ser tratadas pelo fato de terem posições sociais mais elevadas que outras. Inteligente e  à frente de seu tempo, a garota simplesmente se recusa a casar com um homem que não ame simplesmente por mera conveniência.

“É especialmente importante que os que jamais mudam de opinião ter certeza de que seu primeiro juízo esteja correto.” p.100

O ponto de partida da história é quando chega à Longbourn, cidadezinha que é lar dos Bennet, Mr. Bingley, um agradável e rico rapaz de Londres que torna-se rapidamente a alegria das festas e bailes da região e queridinho de todos por sua simplicidade e simpatia. Acompanhando o amigo, chega também Mr. Darcy que apesar de ser até mais bonito e rico que Bingley, cai desde o começo na antipatia geral por ser muito orgulhoso e arrogante com todos que ele considere inferiores à sua classe social.

Por ironia do destino ou de Austen, por mais que Lizzy e Darcy se detestem, todas as circunstâncias parecem querer colocá-los no mesmo espaço e os dois passam a se conhecer melhor e descobrir pontos positivos um no outro. Mas todo o orgulho e todo o preconceito presentes nessa sociedade continuam rondando os dois e a trama se desenvolve enquanto, mais que palavras, o amor verdadeiro exige ações que o provem. 

“[…] eu não teria dificuldade em perdoar o orgulho dele, se ele não tivesse ferido o meu.” p.26

O diferencial nesse romance é o leve tom de comédia misturada a critica social que a autora apresenta. Por ser contemporânea aos seus personagens, Jane Austen nos familiariza com os costumes e tradições comuns à sua época sem perder a doçura. 

Apesar de tantas características apaixonantes em Orgulho e Preconceito, o que mais me encantou foi a delicadeza e inocência desse romance. Diferente de tudo que já vi nesse gênero, a autora conseguiu criar um cenário e personagens cheios de ternura e beleza sem recorrer a artifícios que parecem obrigatórios nos romances atuais. Sem traições, sem melação nem “pegação”… enfim, sem mimimi, e ainda assim tão envolvente quanto se fosse o último lançamento editorial.

Não poderia ter tido uma primeira experiência melhor no PL2017 ou com um clássico internacional, ou com Jane Austen. Faz todo sentido seu sucesso consagrado através do tempo e esta é, com certeza uma leitura que eu indico para todo mundo!

“Você tem de aprender um pouco da minha filosofia. Só pense no passado quando as lembranças lhe trouxerem prazer.” p.362

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Título: Orgulho e Preconceito

Título Original: Pride and Prejudice

Autor: Jane Austen

Editora: Martin Claret

Páginas: 382

Ano de Publicação: 1797

Gênero: Romance de Época

Avaliação: 1 ESTRELA1 ESTRELA1 ESTRELA1 ESTRELA1 ESTRELA

 

Para você, sempre…

Boas Leituras!

♥♥♥ xoxo S2 S2 S2 ♥♥♥

Keity Barros

 

 

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