A Menina que Roubava Livros – Markus Zusak (Resenha)

Antes de mais nada preciso dizer o quanto esse livro me conquistou!

A linda e emocionante história da pequena Liesel Meminger, a menina que roubava livros é simplesmente encantadora.

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Ambientada na Alemanha dos duros anos da II Guerra Mundial, a vida da garota é narrada pela personagem que, sem dúvida nenhuma, foi a mais atarefada daquela época: a própria Morte. E isso por si só já é um motivo e tanto para aguçar a curiosidade da maioria de nós, reles mortais, é ou não é?

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“UMA OBSERVAÇÃO PEQUENA

PORÉM DIGNA DE NOTA

Ao longo dos anos,

vi inúmeros rapazes que pensam

estar correndo para outros rapazes.

Não estão.

Eles correm para mim.” p.158

O fato é que, como é de se esperar, para fazer um trabalho como o dela, é necessário uma certa frieza. Não se pode prestar muita atenção à vida da pessoa que se está indo buscar, não se pode conhecer e admirar. Essa distanciação, e a distração tornam as coisas mais fáceis.

No entanto, Liesel é um caso raro, uma exceção, alguém que chamou a atenção e fascinou nossa narradora a ponto de fazê-la acompanhar sua vida e gravá-la em sua memória.

Apesar de tão nova, Liesel presenciou muitas tragédias, o que a colocou mais de uma vez em contato com a Morte, e embora a menina não pudesse vê-la, a funcionária da guerra sempre notou sua presença.

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A Morte como narradora é simplesmente brilhante. Ela conta toda a história como episódios gravados em sua memória e com frequência estabelece um diálogo direto com o leitor, explicando significados de expressões alemãs, colocando observações e impressões pessoais acerca dos acontecimentos da vida de Liesel, fazendo comentários de muita sensibilidade em alguns momentos, e bastante sarcásticos em outros.

“Dizem que a guerra é a melhor amiga da morte, mas devo oferecer-lhe um ponto de vista diferente a esse respeito.” p.272

Uma das coisas mais interessantes nesse livro é que ainda que seja um assunto já bem explorado na literatura e no cinema, o ponto de vista aqui é diferente. Isso porque a maioria dos personagens centrais são alemães. Liesel Meminger, sua família adotiva e a maioria de seus amigos são apenas pessoas comuns vivendo na perigosa Alemanha de Adolf Hitler.

“Seu cabelo era um tipo bem próximo do louro alemão, mas seus olhos eram perigosos. Castanho-escuros. Ninguém gostaria realmente de ter olhos castanho-escuros na Alemanha daquela época.” p.32

Além disso, os personagens são tão incríveis que não tem como não se apaixonar! Liesel dispensa comentários, mas seu melhor amigo Rudy Steiner, seu querido papai Hans, e até a sua mãe Rosa, que apesar de muito mal humorada tem um bom coração são dignos de nota. E o que dizer de Max, o judeu? Cada um deles torna essa história especial, emocionante e inesquecível!

O amor da menina pelos livros é outra coisa comovente. Ao roubar seu primeiro volume, ela ainda nem sabe ler, mas com o decorrer do tempo, encontra na leitura seu refúgio e sua alegria em uma época tão conturbada. Uma das cenas mais lindas para mim é quando ela conhece a biblioteca da casa do prefeito. Acho quase impossível não se emocionar com a descrição da emoção de Liesel. Meus olhos se encheram de lágrimas ao ler os sentimentos e expressões descritos nesse trecho.

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“Parecia magia, parecia beleza, enquanto as linhas vivas de luz brilhavam de um lustre. Em vários momentos, Liesel quase puxou um título do lugar, mas não se atreveu a perturbá-los. Eram perfeitos demais.” p.123

Por fim, preciso dizer que esse é um daqueles livros que já começamos a sentir saudades antes mesmo de terminar. Antes de começar a leitura, ouvi de algumas pessoas que o livro era bom mas que tinha partes um tanto massantes. A minha experiência foi bem diferente disso. Consegui aproveitar e me deliciar com cada página e não mudaria absolutamente nada! A escrita é incrivelmente leve e delicada. Quase lírica. Mesmo os temas tristes e pesados abordados, são narrados com uma beleza encantadora que é quase uma recompensa para aqueles que se aventuraram a ler sobre um período tão triste da nossa história! 

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“Por favor, não me saciem nem me deixem pensar que alguma coisa boa pode sair disso. Olhem para meus machucados. Olhem para este arranhão. Estão vendo o arranhão dentro de mim? Estão vendo ele crescer bem diante dos seus olhos, me corroendo? Não quero ter esperança de mais nada. Não quero rezar para que Max esteja vivo e em segurança. Nem Alex Steiner. 

Porque o mundo não os merece.” p.452

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Título: A Menina que Roubava Livros

Título Original: The Book Thief

Autor: Markus Zusak

Editora: Intrínseca

Páginas: 480

Ano de Publicação: 1975

Gênero: Drama / História 

Avaliação: 1 ESTRELA1 ESTRELA1 ESTRELA1 ESTRELA1 ESTRELA

SORTEIOOO!!! Outlander: A Viajante do Tempo – Diana Gabaldon

Para você, sempre…

Boas Leituras!

♥♥♥ xoxo S2 S2 S2 ♥♥♥

Keity Barros

 

 

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2 comentários sobre “A Menina que Roubava Livros – Markus Zusak (Resenha)

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